Companhia da Terra

Jardinagem

Acerte na hora de comprar mudas

Na hora de adquirir mudas de árvores e arbustos para sua casa, procure selecionar plantas que estejam adaptadas em vasos ou em jacazinhos, evitando os exemplares em sacos plásticos. Neste último caso, escolha apenas espécies bastante novas, cujas raízes ainda não se desenvolveram muito para ficarem danificadas pela compressão da embalagem.

A vantagem de comprar uma planta em recipiente reside no fato de que você poderá transplantá-la no momento mais propício para aquele gênero. Faça uma pesquisa entre viveiristas ou comerciantes de plantas ornamentais e somente adquira seus exemplares onde tiver certeza da qualidade oferecida. Procure comprar as plantas logo que são oferecidas à venda. Assim, poderá selecionar entre o lote todo, em vez de levar apenas o que sobrou.

Observe se o composto está úmido. Caso esteja ressecado, isso pode resultar na queda de folhas e de botões florais e, para plantas como camélias, azaléias e coníferas, talvez signifique a morte. As mudas nunca devem estar soltas no recipiente, mas bem enraizadas e estáveis.

Despreze as plantas com uma massa de raízes escapando pelo furo de drenagem são exemplares que ficaram muito tempo no mesmo vaso, sem os cuidados adequados. Também podem mostrar sinais de carência de nutrientes, como folhas amareladas ou avermelhadas.

Evite as folhagens que exibam marcas amarronzadas nas folhas ou nos bordos. Isso pode significar o resultado de falta de regas, exposição a ventos ou doenças. As coníferas com muita folhagem amarronzada na base e/ou de um só lado quase certamente estão sofrendo de alguma doença provocada pelo solo.

Os botões florais devem estar saudáveis, sem nenhum sinal amarronzado. Repare também se estão firmes e eretos. Quando se mostrarem pendentes, isso significa que estiveram sujeitos a correntes de ar frio ou lhes faltou água.

Nem pense em adquirir uma planta em vaso cheio de ervas daninhas, pois será um problema a mais para seus outros exemplares. Ervas daninhas multiplicam-se mais depressa do que sua capacidade de extermina-las.

Não cogite em comprar uma planta com praga, mesmo que seja apenas pulgão. Qualquer tipo de infestação pode se alastrar com muita rapidez e você talvez até perca o exemplar.

Da mesma forma, despreze as plantas que revelarem sinais de doenças como míldio (manchas parecidas com pó branco nas folhas e pontas dos ramos), mofo cinzento (flocos acinzentados nas flores) ou pintas pretas (pontos pretos nas folhas das roseiras). Quando isso acontecer com as espécies que você já possui, há sentido em combater o mal. Mas nunca adquira exemplares doentes. Verifique se as coníferas estão firmes em seus recipientes.

Quando é preciso trocar de vaso

Existem inúmeras diferenças entre o cultivo de plantas num jardim e o cultivo de plantas em vasos, mas a principal delas é a necessidade do transplante no cultivo em vasos. Veja aqui, quando e como realizar esta tarefa.

O cultivo de plantas em vasos nos permite ter dentro de casa as mais variadas espécies. É claro que para mantermos as plantas bonitas e saudáveis é preciso alguns cuidados especiais, principalmente com relação à luminosidade, temperatura, adubação e regas. Mas, existe também um outro fator fundamental, que muitas vezes é esquecido: o transplante. No jardim, as raízes das plantas têm espaço e liberdade para crescer e podem buscar na terra toda a água e nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Mas nos vasos essa liberdade fica limitada. Com o tempo, mesmo com adubações regulares, a qualidade do solo fica prejudicada e o espaço para a expansão das raízes torna-se pequeno. Daí a necessidade do transplante.Mas, como saber quando transplantar nossa plantinha? Alguns sinais podem indicar o momento certo. Eis alguns:

  • raízes saindo pelos furos de drenagem;
  • partes das raízes aparecendo na superfície da terra;
  • o vaso começa a ficar pequeno em relação ao tamanho da planta;
  • florescimento escasso ou inexistente;
  • aparecimento de folhas muito pequenas ou defeituosas;
  • raízes formando um bloco compacto e emaranhado.

Para facilitar o trabalho com o transplante de plantas, faça tudo planejado, em etapas:

  1. No dia anterior ao transplante, de preferência à noite, comece com os preparativos: Regue todas as plantas que serão transplantadas, para facilitar a retirada do vaso. Limpe bem os vasos que serão utilizados. Se utilizar vasos novos de cerâmica ou barro, mergulhe-os num tanque cheio de água até que parem de soltar bolhas. Isso ajuda a limpá-los bem e impedem que absorvam a umidade da mistura de terra que será colocada.
  2. Antes de iniciar o trabalho, escolha um local sombreado. Separe todas as plantas que necessitam de transplante e deixe todo o material necessário à mão (vasos, ferramentas, mistura de solo, cascalho para ajudar a drenagem, etc).
  3. Prepare a mistura de terra ideal para o replantio e reserve. Coloque cascalhos para drenagem no fundo do vaso, de forma que não obstruam totalmente o furo, prejudicando o escoamento do excesso de água.
  4. Coloque uma parte da mistura de solo no fundo do vaso e reserve.
  5. Agora é a hora de retirar a planta do vaso. A terra um pouco umedecida facilita o trabalho. No caso de haver muita compactação, afofe a terra superficialmente e passe uma faca de lâmina comprida entre o vaso e o torrão.
  6. Se a planta estiver num vaso pequeno, coloque a mão espalmada por baixo das folhas, cobrindo a superfície da terra e firmando as hastes entre os dedos. Vire o vaso para baixo e, para facilitar, bata-o levemente na beirada de uma mesa ou balcão. Normalmente, a planta sairá com facilidade, mas se isso não acontecer, evite puxá-la com força. Volte o vaso na posição inicial e tente soltar o torrão passando a faca novamente. Se houver nova resistência, quebre o vaso.
  7. Para retirar uma planta de um vaso grande, passe a lâmina de uma faca longa entre o torrão e o vaso. Deite o vaso na mesa e bata levemente com um pedaço de madeira nas laterais para soltar o torrão. Segure a planta com uma das mãos e vá virando o vaso lentamente, batendo devagar em toda a superfície. Quando perceber que o torrão está solto, puxe a planta delicadamente com o vaso ainda deitado.
  8. Com a mistura de solo já firmada no fundo do novo vaso, posicione o torrão da planta bem no centro. Na maioria dos casos, o topo do torrão deve ficar entre 2 e 5 cm abaixo da borda.
  9. Continue a colocar a mistura de solo, pressionando-a nas laterais para firmar bem a planta. Espalhe mais um pouco da mistura por cima e observe que a terra deve cobrir as raízes, sem encostar nas folhas inferiores. Para eliminar as bolhas de ar e acomodar a terra, bata o vaso levemente sobre a mesa e depois pressione a superfície com os dedos.
  10. Pronto! Agora suas plantinhas não estão mais com os "sapatos apertados", e poderão continuar se desenvolvendo em sua nova casa!

Irrigação de gramados

A água é, sem dúvida, uma das necessidades básicas para o crescimento da grama. E por uma razão muito simples: 85 % de um pé de grama é constituído de água. Mas a necessidade de água depende de muitos fatores, como tipo de solo, temperatura, velocidade do vento, clima da região, tipo de grama e prática de manutenção.

O solo deve ser irrigado antes que fique completamente seco. No caso das gramas, elas fornecem um bom indício de que é hora de irrigar, começando a enrolar as folhas.

Também, outra constatação da necessidade de irrigar e a fato de andando sobre o gramado, principalmente pela manhã, as marcas do andar deixarem pegadas. Em geral, o melhor momento para irrigar é pela manhã, mas em dias muitos quentes, uma irrigação à tarde e até a noite poderia ser benéfica.

No caso de gramados recém-plantados, aliás, quando a calor for muito grande, uma leve irrigação deve ser feita, mesmo nas horas mais quentes do dia.

Mas, devemos lembrar que excessos de água também podem ser prejudiciais. Assim, nos meses frios, quando a solo conserva mais umidade, deve-se diminuir a intensidade das regras.

Nos pequenos gramados as mangueiras de jardim são suficientes. Em gramados mais extensos, pode-se acoplar aspersores às mangueiras, que possibilitam uma irrigação mais uniforme e menos trabalhosa. Já em gramados maiores, ou campo de esporte onde a irrigação é ainda mais necessária, deve-se providenciar sistemas e irrigação fixos ou móveis mais eficientes.

Como montar um vaso

A montagem de um vaso exige técnica, deve-se dar a planta tudo o que necessita para a sua sobrevivência, pois como é um ser vivo, todos os cuidados são necessários.

No caso de vasos de cimento e cerâmica, a impermeabilização interna é de extrema importância, pois serve para que a umidade não deteriore o acabamento externo.

Uma boa camada de drenagem com argila expandida no fundo se faz necessário, por cima colocar uma manta geotêxtil, que é um tecido filtrante que não deixa que o substrato se misture com o dreno.

Para o plantio, o uso de um substrato adequado é muito importante, pois só a terra não dá à planta as condições necessárias de aeração, retenção de umidade e escoamento de água.

Depois de executado o plantio, o acabamento final se faz colocando por cima do substrato, uma camada de cobertura que pode ser feita com musgo, seixos, cavaco de madeira ou pedriscos.

Pulgões

São insetos de até 2 mm e de cores variadas (marrom, preto, verde ou branco). Reproduzem-se com facilidade, formando uma colônia perceptível a olho nu.

Como atacam: alojam-se nas folhas, caules, flores e brotos novos. Alimentam-se da seiva da planta, secretando uma substância açucarada que atrai formigas e ajuda a proliferação de fungos.

Soluções caseiras: calda de fumo; limpeza da planta com algodão embebido de água e sabão de coco; cultivo e plantas repelentes no jardim.

Solução química: inseticida Dimethyson (dose única) ou produtos com os principios delthametrina, permethrina, lambda-cyalothrin, malathion e D.D.V.P.

Soluções naturais: Combat (ou outros produtos à base de óleo de neem), armadilhas de cor com cola.

Controle de pragas e doenças

  • Plantar espécies ou variedades resistentes e adaptadas ao local e a época.
  • Respeitar os espaçamentos e época recomendados para cada espécie/variedade.
  • Quando realizar capina ou qualquer outro tipo de trato cultural, procure não danificar as plantas, já que um ferimento é a porta de entrada de patógenos.
  • Comece o trabalho sempre pelas sadias e termine o trato nas plantas doentes, para que não haja infecção.
  • Desinfeccione toda hora o material de colheita ou poda.
  • Evitar a monocultura, procurando plantar na mesma área espécies de forma e famílias diferentes.
  • Manter sempre o solo em boas condições.
  • Evitar o uso de produtos químicos, sem a devida orientação técnica.
  • Ao notar uma planta doente retire a parte infectada (folha, ramo etc.) Ou até mesmo a planta inteira e queime-a, para que não haja contaminação, após isso isole o local e plante outra espécie de família diferente.
  • Nunca deixe seu canteiro excessivamente irrigado, pois alta umidade e temperaturas altas, tornam o ambiente mais propício ao ataque de doenças.
  • Procure ter o maior número de espécies diferentes e sempre realizar rotação de culturas, evitando plantar em dois anos consecutivos uma mesma planta ou da mesma família, pois absorvem o mesmo nutriente do solo e a planta fica fraca e vulnerável a pragas e doenças, além de se ter no canteiro patógenos que sobrevivem no solo de uma ano para o outro.
  • Contra certas pragas plante em volta do canteiro por exemplo, cravo de defunto ou tagetes que mantêm os pulgões longe, hortelã que afugenta as formigas, e arruda contra lesmas.
  • Faça também todo ano tratamento de inverno (aplicação de caldas), para prevenir contra doenças e pragas, além de preparar a planta para a brotação, florescimento e frutificação.
  • Adquirir sempre mudas sadias.
  • Ao utilizar uma planta como matriz de mudas, observe se ela está isenta de doenças e pragas e com ótimo vigor, ou seja saudável.

Como preparar corretamente o solo de um jardim

Para que as flores e plantas ornamentais se desenvolvam plenamente num jardim, necessitam que se prepare adequadamente o solo ou substrato, que é a base das plantas.

O solo é a camada superficial natural da terra de um jardim, geralmente em torno da profundidade onde as raízes das plantas se desenvolvem.]

O substrato, diferente do solo, é uma mistura ou meio preparado onde se desenvolvem as raízes das plantas cultivadas fora do solo, mas em ambiente limitado, como em vasos e floreiras.

A função do solo ou do substrato é dar suporte para as plantas, podendo ainda regular a disponibilidade dos nutrientes e da água para as raízes.

O início do preparo do solo começa com uma boa aração ou afofamento na camada de profundidade. Vinte centímetros para a maioria das plantas anuais e até quarenta centímetros para as plantas perenes. Após esse passo, com uma análise de solo em mãos se realiza a calagem, ou seja, a colocação de calcário na dosagem correta para corrigir o pH do solo. A maioria dos solos brasileiros é acida. Com isso, restarão disponíveis a maior parte dos nutrientes essenciais aos vegetais.

Além da correção do solo é necessária a colocação de adubos contendo todos os nutrientes essenciais para as plantas, como o Nitrogênio, Fósforo. Potássio, Cálcio, Magnésio e Enxofre (que são exigidos em maior quantidade), como também outros nutrientes, como Ferro, Manganês, Zinco, Cobre, Boro e Molibdênio em dosagens menores.

É imprescindível também a adição de matéria orgânica para melhorar as características biológicas e físicas do solo. 0 importante é a colocação desses insumos após o afofamento do solo e de forma homogênea, sempre antes do plantio. De preferência, de um mês a um mês e meio após a colocação da mistura, e do tipo de calcário que foi utilizado, para que ele reaja no solo.

Com todos esses cuidados, vamos garantir um bom desenvolvimento e crescimento das flores e plantas ornamentais no jardim.

Como enfrentar a ferrugem

Descubra a ferrugem enquanto ela ainda não atacou completamente as suas plantinhas. Para isso, faça uma observação regular dos seus vasos, inspecionando, folhas, caules e frutos.

Observe se essas partes têm em suas superfícies pequenas saliências coloridas. Note também se, à medida que essas manchas progridem, as saliências se rompem, soltando um pó cor de ferrugem (dai o seu nome popular).

Esse pó nada mais é do que porções de minúsculos esporos de fungos. Daí à contaminação total de suas plantas, existe apenas um passo: o vento, as águas das regas ou das chuvas se encarregam de disseminá-los entre as espécies sadias. E a doença então se espalha deformando e enfraquecendo-as, podendo, até leva-las à morte.

Combata desde o início

Quando o ataque dos fungos for bastante leve, elimine todas as folhinhas ou outras partes doentes. Assim, você estará impedindo o progresso da doença. Já no caso das plantas anuais, convém arrancar o pé infestado, voltando a plantá-lo na estação seguinte.

O controle efetivo da ferrugem, porém, é feito com vários tipos de fungicidas. Consulte um de nossos técnicos.

Como molhar suas plantas

Saber molhar as plantas é muito importante e o maior mal que se pode fazer é colocar água em excesso, pois a umidade ocasiona o apodrecimento das raízes e favorece o aparecimento de pragas e doenças. Não esqueça que sua planta não é aquática. É difícil estabelecer a quantidade de água e o intervalo entre as regas, há vários fatores que influenciam, tais como a iluminação, a temperatura e o meio ambiente. Se é externo vai necessitar de mais água devido aos ventos e ao sol, se interno o período de rega vai ser maior pela menor transpiração da planta. Na primavera e verão vão requerer mais água do que no outono e inverno, sendo nesta época que elas estão em período de dormência. O tamanho da planta também irá influenciar, pois quanto maior a quantidade de folhas mais umidade ela necessitará.